En

Contacte-nos

7 gigantes das redes sociais de que nunca ouviu falar

Comunicação Digital | 5 Janeiro 2017 | Miguel Menaia

Facebook, Instagram, Twitter e Snapchat são algumas das redes sociais mais populares no mundo ocidental, contando com centenas de milhões de utilizadores. Contudo, existem muitas outras de grande importância noutros locais do globo, embora desconhecidas na Europa ou América do Norte.

Olhar para essas redes pode dar-nos novas luzes sobre o e-commerce ou vislumbres sobre o futuro do instant messaging, por exemplo, pelo que aqui elaborámos uma lista com as mais populares redes sociais de regiões onde o inglês não é dominante.

1. WeChat

Usado por cerca de 700 milhões de indivíduos, o WeChat é a aplicação de mensagens instantâneas e de chamadas mais popular da China. Esta all-in-one app permite também que os utilizadores, através da funcionalidade City Services, paguem contas de electricidade, agendem voos ou marquem consultas em algumas cidades chinesas – o que está a mudar o paradigma na utilização de smartphones.

Ao permitir o log-in através do Facebook – algo que facilita a inscrição por parte dos utilizadores – a empresa Tencent (que desenvolveu a app) conseguiu alargar o espectro de países que utilizam o WeChat. Embora o foco seja a Ásia (isto é, sobretudo Tailândia, Japão, Indonésia e China), países como Espanha, Itália e Portugal já estão presentes na plataforma, ainda que com menor relevância.

O We Chat está disponível nas maiores lojas online de distribuição de aplicações desde 2011.

2. Sina Weibo

Sina Weibo – ou apenas Weibo, como é mais conhecida – é uma plataforma de microblogging com bastante tracção na China. O seu limite de caracteres por post (140), assim como as várias possibilidades de interação entre os utilizadores, fazem com que as comparações em relação ao Twitter sejam inevitáveis. Uma das particularidades desta rede social é, no entanto, o Weibo Radar – funcionalidade que permite encontrar amigos que queiram vender ou comprar produtos na área de residência dos utilizadores (um pouco como o Facebook Marketplace)

A plataforma foi fundada em 2009 e conta, actualmente, com 222 milhões de utilizadores mensais, de acordo com o website China Internet Watch. A empresa de Charles Chao (CEO) está avaliada em 1.5 mil milhões de dólares.

3. Line

Line é uma das redes sociais mais populares do Japão (220 milhões de utilizadores actualmente). À semelhança do We Chat – ou do nosso ocidental Whatsapp – esta plataforma tem o propósito de aproximar os utilizadores. Enviar fotografias, vídeos e mensagens instantâneas, assim como fazer chamadas de voz, são algumas das funcionalidades presentes na plataforma, que foi fundada em 2011.

Agregada a esta app está também a Line Store, uma loja online, e a Line Play, uma espécie de rede social paralela com centenas de avatares, onde cada utilizador pode escolher um avatar existente e customizá-lo. Todo este “culto do desenho” está muito enraizado na cultura japonesa e é explorado no branding da Line, muitas vezes recorrendo a desenhos na estética habitualmente encontrada em Manga).

Embora a política de ads desta rede social seja restrita (uma vez que, consoante um fee mensal, limita o número de publicações), os utilizadores podem seguir as suas marcas e celebridades favoritas na aplicação.

4. Renren

Na língua chinesa, Renren significa “toda a gente”, nome apropriado para uma rede social, sobretudo quando consideramos que esta plataforma é das mais utilizadas na China.

Mais popular entre jovens e estudantes, a Renren soma 238 milhões de utilizadores activos, segundo o próprio website. Para além das funcionalidades comuns ao Facebook, a Renren tem também uma plataforma de serviços financeiros, a Licai.renren.com.

Developers da app garantem que esta “vai revolucionar a maneira como a internet e os seus utilizadores se conectam, comunicam, entretêm e compram na China”.

5. Xing

Xing, fundado em 2003, é uma rede social focada no mundo dos negócios. Este é o website de bussiness networking e recrutamento mais utilizado na Ásia, embora tenha, também, grande expressão na Alemanha, por exemplo.

Os utilizadores podem seguir indústrias, marcas, eventos e interagir com notícias nas quais estão interessados. Tal como acontece no Linkedin, nesta plataforma empresarial asiática os internautas podem candidatar-se a vagas de emprego e fomentar relações com colegas e potenciais empregadores.

6. QZone (e QQ)

Criado pela empresa Tencent, o QZone tem mil milhões de utilizadores registados, afigurando-se, sem dúvida, como a maior rede social da Ásia. É, assim como outras plataformas apresentadas, uma all-in-one-app. 

No QZone, os utilizadores podem escrever em blogs, ver vídeos, partilhar fotografias, ouvir música, entre outros. A par disso, o QQ, aplicação acoplada ao QZone, serve para fazer chamadas e enviar mensagens a todos os utilizadores. A sua ferramenta de tradução automática é uma funcionalidade que a distingue das demais apps do género, podendo explicar a grande dimensão da sua comunidade de utilizadores, numa região do globo onde diversas línguas e alfabetos convivem, por vezes mesmo de um dentro país.

Dado o crescimento exponencial que a plataforma tem experimentado, a empresa está também a apostar no gaming e no online shopping.

7. Taringa!

Taringa! é uma platafotma exclusivamente desenvolvida para a audiência latino-americana. Semelhante ao Reddit, esta rede social permite que todos os seus utilizadores partilhem uma grande diversidade de temas , como receitas, notícias, tecnologia ou arte.

Assim que os utilizadores criam um post, a comunidade dá feedback sobre o conteúdo partilhado, pelo que o top-rated content é o que aparece na página inicial.  Cada utilizador pode juntar-se a diferentes sub-comunidades, consoante os seus hobbies e interesses.

Como o mercado é cada vez mais globalizado, é importante estar atento ao que se faz fora da nossa zona de conforto e experiência. Não só como fontes de inspiração, mas também numa perspectiva de negócio: estar atento à forma como outras audiências e plataformas se comportam pode dar-nos pistas e ensinar-nos algo sobre os terrenos onde nós próprios nos movemos.

 

Partilhar:

Deixa o teu comentário:

Responde a este comentário