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7 boas razões para utilizar os GIFs no marketing digital

Comunicação Digital | 29 Novembro 2016 | Miguel Menaia

Apesar de já existirem desde 1987, os GIFs registaram um crescimento nas redes sociais quando o Facebook permitiu a sua visualização no newsfeed no ano de 2013. Inventado por Steve Wilhite, o GIF – um acrónimo para Graphic Interchange Format – é um formato que apresenta uma imagem em movimento (uma sequência de imagens).

A partir daí, a relevância dos GIFs estendeu-se a toda a Web – com especial enfoque para redes sociais – sendo que hoje em dia já existem aplicações dedicadas exclusivamente à produção desse conteúdo e que operam, por exemplo, no Facebook Messenger. O site GIPHY é um caso de sucesso, estando avaliado em 600 milhões de dólares.

Ao fim de 29 anos de existência, muitas marcas despertaram, agora, para a produção de GIFs. E, embora à primeira vista possa não ser claro, este tipo de formato pode desempenhar um papel importante numa estratégia de marketing digital, sobretudo pelo seu caractér altamente partilhável e pelo apelo do movimento, sendo mais fácil e barato de produzir do que um vídeo.

Aqui ficam 7 razões que o comprovam.

1. Apelativo e fácil de consumir

Regra geral, os GIFs são fáceis de consumir, na medida em que ocupam pouco tempo da vida do utilizador. Num quotidiano cada vez mais agitado, parar o scroll infinito numa rede social para ver um GIF – que, por norma, dura poucos segundos – exige menos tempo de um utilizador do que, por exemplo, um vídeo, e essa diferença pode marcar pontos.

De acordo com o Twitter, os utilizadores desta rede social partilharam mais de 100 milhões de GIFs em 2015. Desde tweets a mensagens directas, o número tenderá a aumentar nos anos que se seguem.

Para além disso, é inequívoco que os GIFs ajudam a comunicar a mensagem da marca visualmente, podendo funcionar como um call-to-action ideal para qualquer negócio.

GIFs

Um dos muitos GIFs produzidos pela VAN para a marca Lisbon Helicopters.

2. Melhor do que uma imagem, e mais barato do que vídeo

Embora alguns sites facilitem a criação de GIFs a partir de clips de vídeo, a criação de GIFs completos, que podem conter animações de texto, imagem ou outros elementos relevantes na comunicação de um cliente exigem conhecimentos de design em alguns softwares de edição de imagem. Apesar disso, a sua produção é habitualmente mais fácil, rápida e barata de produzir do que qualquer vídeo ou clip de animação.

3. Fala a linguagem da internet

Os vídeos e as imagens podem muito bem subsistir noutros meios, mas o GIF foi feito praticamente para o meio digital e para os internautas (como é comprovado pela história da sua criação).

A internet tem uma linguagem muito própria e é por isso mesmo que este tipo de conteúdo funciona tão bem aqui. O seu carácter disruptivo, dinâmico e muitas vezes divertido está alinhado com os valores que a internet apregoa, e que tantas vezes faz do GIF um elemento indissociável da cultura pop da web.

4. Mobile-friendly

Como os GIFs duram apenas uns quantos segundos, o seu tamanho é significativamente mais pequeno e o processo de upload muito mais rápido quando comparado com o de vídeo. Podemos depreender por isso que um GIF é altamente mobile-friendly.

Não obstante, o não obrigatório mas corrente auto-loop do GIF aumentar a frequência de uma mensagem e pode, por isso, incrementar a eficácia da comunicação. Nesse sentido, a integração deste tipo de conteúdo nas redes sociais (como podemos ver em baixo) aumenta, claramente, o engagement com o utilizador.

5. Faz uso do storytelling

storytellingcomo bem sabemos, pode ser bastante importante na estratégia de conteúdos de uma marca, uma vez que cimenta a relação da empresa com o público-alvo.

De facto, os GIFs podem mesmo contar uma história em poucos frames. Prova disso é o exemplo da Disney, marca mais popular no Tumblr, uma rede social cujo o único objectivo é a partilha de conteúdo multimédia em formato de microblogging. A Disney, através de alguns frames dos seus filmes (dispostos em formato GIF) consegue criar awareness e direccionar o seu target para outras redes sociais, como o Facebook ou o Instagram.

O conteúdo visual presente num GIF tende a apelar às emoções da audiência, pelo que a sua partilha é tendencialmente instantânea. E de acordo com o CEO da GIPHY, Alex Chung, se uma imagem pode valer mais do que 1000 palavras, “um GIF comum – um que contenha sessenta frames – é capaz de valer mais do que 60,000. Que é o mesmo número de palavras presentes num romance.

GIFs6. Abundância de stock

Muito embora uma marca consiga criar os seus próprios GIFs, não deixa de ser interessante notar que existe um stock enorme deste conteúdo. Há GIFs para todas as ocasiões e gostos, pelo que as plataformas de stock são cada vez mais populares na internet. GIPHY, Imgur e GifBin são dos sites mais famosos.

A título de exemplo, o jornal New York Times investigou os números por trás deste formato, concluindo que: 23 milhões de GIFs são publicados no Tumblr todos os dias; e impressionantes 5 milhões de GIFs são trocados no Facebook Messenger diariamente.

7. Apela à criatividade do marketer e do utilizador

Entre apelar ao público-alvo, informá-lo sobre um novo produto ou simplesmente passar uma mensagem para gerar engagement na rede, os GIFs são, muitas vezes, um símbolo de criatividade dos tempos modernos, podendo funcionar em múltiplas plataformas (tais como social media e e-mail, por exemplo),

Se existem muitas razões para fazer uso dos GIFs, as regras de ouro continuam a aplicar-se: nenhum conteúdo funciona exclusivamente por si só, e embora os GIFs sejam uma trend dos últimos tempos, é preciso nem utilizá-los em demasia nem descurar o conteúdo face à forma.

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