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8 funcionalidades que não tiveram sucesso no Facebook

Comunicação Digital | 20 Setembro 2017 | Miguel Menaia

Por norma, o sucesso de uma empresa pode ser medido através dos produtos ou serviços que são bem recebidos pelo público-alvo. Esses produtos ou serviços não só geram (ou devem gerar) receita e reconhecimento, mas também conferem credibilidade. Contudo, nunca olhamos para os pontos negativos que uma empresa adquire ao longo do tempo, mesmo que esses pontos negativos nos ensinem lições importantes sobre resiliência  – e é precisamente por isso que escrevemos, hoje, este artigo.

Todas as empresas já falharam, e se não falharam, certamente vão falhar a determinada altura da existência. O Facebook não é excepção. Portanto, escolhemos 8 funcionalidades desenvolvidas pela plataforma de Mark Zuckerberg que não tiveram sucesso, e que foram rapidamente abandonadas pela rede social.

1. Notify

A aplicação de notícias em tempo real que mostrava aos utilizadores várias publicações de 70 publishers, o Notify, foi lançada em Novembro de 2015, mas abandonada pouco depois. Em entrevista ao TechCrunch, um porta-voz da plataforma referiu, à data, que “a aplicação iria ser retirada da App Store e integrada noutros produtos desenvolvidos pelo Facebook, como o Messenger, por exemplo”.

2. Facebook Home

A dada altura da sua existência – mais precisamente em Abril 2013 – o Facebook desenvolveu uma espécie de launcher para o sistema operativo Android. O Facebook Home tinha um display onde apareciam notificações quando os telemóveis Android estavam bloqueados, e sabe-se que estava disponível, apenas, para certos aparelhos HTC e Samsung.

Meses depois, essa app acabou devido ao facto de não ter sido bem recebida pelos utilizadores.

3. Facebook Inbox

Lembram-se quando o Facebook ditou que cada utilizador que se inscrevesse na plataforma teria um em-mail com um domínio @facebook.com? Pois. Parece que essa feature nunca pegou, e eventualmente decidiram abandonar a ideia.

4. Creative Labs 

O programa Creative Labs foi um projecto experimental do Facebook, de onde faziam parte várias aplicações habitualmente desenvolvidas em hackathons. Como nenhuma dessas apps teve particular sucesso ou destaque  – vejamos o caso do Paper, do Rooms ou do Slingshot – o Creative Labs foi fechado pela rede social ao fim de dois anos.

5. Facebook Deals

Poucos se lembram desta funcionalidade, mas para combater o Groupon, o Facebook desenvolveu em Abril de 2011 o Facebook Deals, um serviço de cupões online que oferecia ao utilizador cupoões de descontos de variadas marcas. Este serviço fechou pouco tempo depois.

6. Facebook Credits

A ideia parecia interessante: uma moeda virtual para comprar bens no Farmville e noutros jogos exclusivos da rede social. Contudo, muitos utilizadores classificaram-na como confusa e restritiva, e por isso mesmo a empresa abandonou a ideia dois anos depois, em Setembro de 2013.

7. Parse

O Parse foi fechado este ano, depois do Facebook ter dito que se iria focar noutros projectos. Relembramos que a empresa comprou esta plataforma em 2013 e, embora fosse útil para alguns programadores, nunca lhe foi dada o devido valor.

8. Poke

O Poke foi uma app que o Facebook desenvolveu pouco depois de, em 2012, o Snapchat ter começado a ganhar popularidade. O mecanismo era, inclusive, semelhante à aplicação do fanstasma branco e amarelo: mensagens e fotografias que desapareciam assim que enviadas. Como foi um flop, o seu CEO referiu, em entrevista, que a aplicação foi “uma espécie de piada”, tendo sido desenvolvida em apenas 12 dias por developers num hackathon (uma maratona de código feita por profissionais em, naturalmente, pouco tempo).

Conclusão

Hoje em dia, percebemos que o Facebook é mais cauteloso quando lança, para o grande público, um produto ou uma funcionalidade nova. E ainda bem: assim, os utilizadores podem esperar cada vez menos flops da empresa, e nesse sentido ficam todos a ganhar. Fica a empresa, que consegue desenvolver conteúdos de sucesso, e fica o utilizador, que consegue ter, na rede social, funcionalidades com as quais se identifica.

Seja como for, os erros constroem carácter e dão às marcas novos caminhos para trilhar o seu sucesso. E essa é a maior lição a retirar destes flops.

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