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A fórmula mágica dos conteúdos virais

Comunicação Digital, Gestão de redes sociais | 1 Fevereiro 2019 | Jesse Viana

Porque é que alguns vídeos se espalham por toda a Internet, enquanto que outros nunca saem do anonimato? Já estamos mais do que habituados a tropeçar neles, e a frase “tornar-se viral” também já faz parte do nosso vocabulário. Aliás, o “meme da Internet” já é um clássico, e pode ser tudo – desde um vídeo, a um clipe de áudio, ou até mesmo uma fotografia (é bastante comum que fotografias, ou prints, dos vídeos, se tornem virais).

Mas vamos recuar um pouco e responder à pergunta: o que é, afinal, um meme? É uma ideia, informação, imagem ou tendência que se propaga pela cultura. Por outras palavras, e indo um pouco mais atrás na História, significa “algo imitado” e vem do grego mimeme. Quando esse conteúdo “imitado” ganha sucesso, é então que se torna viral. Bem, mas, como em tudo, nós somos apenas humanos e, psicologicamente, tem tudo a ver com as nossas reações emocionais.

Temos mais tendência a partilhar este tipo de conteúdo quando nos relacionamos com ele, ou quando nos desencadeia uma forte reação emocional – e pode ser negativa ou positiva. Por exemplo, quando um vídeo é muito engraçado, dá-nos vontade de partilhar; mas, pelo contrário, quando nos revolta ou nos chateia, também sentimos a mesma vontade.

O fofo do Keyboard Cat.

Em geral, este tipo de vídeo torna-se viral devido aquilo a que os psicólogos chamam de “contágio emocional”. Isto é, então, o processo pelo qual as emoções se espalham “como uma doença” e, por isso mesmo, são consideradas como contagiosas. Neste caso, e como este contágio emocional é um processo de influência social, comunica à outra pessoa que também tem deve partilhar o conteúdo.

Estes vídeos ganham imensa tração nas redes sociais, normalmente de forma rápida e espalhando-se, também, com rapidez. A maior parte das vezes, chegam até pessoas que nem sequer costumam prestar atenção ao que partilhas. E isto acontece não só com os “vídeos parvos” da Internet, mas também na publicidade e no marketing digital, seja para promover campanhas, marcas ou até uma mensagem (sim, estamos a piscar-vos o olho, gestores de redes!). Como? Prestem atenção aos seis mandamentos dos irmãos Heath.

Modelo para que “as ideias colem” (e isto serve para tudo)

  1. Simplicidade: a mensagem tem que ser fácil de entender.
  2. Ser inesperado: corte-se com o cliché. A curiosidade é o que vai fazer com que as pessoas prestem atenção.
  3. Concreto: deve estar vívido na mente das pessoas.
  4. Credível: deve ser fundamentado por provas.
  5. Emocional: claro, é importante que tenha um propósito e que seja ‘relatable’.
  6. Deve contar uma história, inspirar a que as pessoas reajam.

Na sua essência, os vídeos virais são “sticky ideas” em ação, já que competem com todos os outros vídeos que estão a chamar por atenção, mas que conseguem destacar-se e apelar à emoção de quem os está a ver.

A editora da Buzzfeed explica-te aqui algumas coisas:

Agora que já te explicámos a essência destes conteúdos, e destes vídeos, vamos dar-te umas luzes de como os fazer.

Curtinhos e bons.

Não te esqueças que nós, millennials e Gen Z’s, temos o attention span (ou, em português, o deficit de atenção) de um peixe. Para nós, tudo funciona a 280 caracteres (obrigada, Twitter!) e a 10 segundos de vídeo (yup, obrigada, stories!). Mas isto já não é nenhuma novidade… o truque, é: dá tudo nos primeiros momentos do vídeo. Tudo aquilo que for interessante, engraçado ou surpreendente, deverá vir logo no começo. Para que consigas que o conteúdo seja viral, nunca deixes o melhor para o fim!

Ânimo!

Segundo Jonah Berger, autor do best-seller “Contagious: Why do things catch on?”, o conteúdo mais partilhável é aquele que provoca sentimentos estranhos. Dentro deles, o que se vai destacar é aquele conteúdo que tem uma mensagem mais positiva.

Timing e oportunidade.

Neste mundo virtual, é preciso estar-se sempre de antenas no ar a captar aquilo que se passa, sempre e constantemente. O mundo não pára! Assim, e quando alguma coisa começa a ficar (ou que já seja) viral, mais chances terás no sucesso do teu próprio conteúdo, e com isto virão mais likes e mais partilhas. Ao falar a mesma língua do que a tua audiência, e ao apresentar tópicos do seu interesse, é mais provável que partilhem o teu conteúdo.

Envolve-te!

Se há coisa que tens que dominar é a arte do engagement. Não é à toa que é uma das chaves fundamentais da “viralidade” – ao fazê-lo, estás a guiar a audiência para a lealdade e, ainda melhor, para que se interessem. Toda a gente gosta de ser ouvido!

Por exemplo, a Old Spice sabe como fazer campanhas virais. Aqui vê-se o “Old Spice Man” que respondeu, através de um vídeo do YouTube, às perguntas dos fãs.

Basicamente, é isto que os gestores de redes sociais fazem todos os dias: têm que estar sempre atentos, agarrar a oportunidade (enquanto faz sentido…) e ter a astúcia de não estragar a piada. Conseguir ter um conteúdo viral é o mesmo na Internet do que para o comum mortal ganhar a loteria – ou seja, é incrivelmente difícil de conseguir, e ainda mais difícil de replicar. Mas… não desistam!

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