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A psicologia das redes sociais

Comunicação Digital | 10 Agosto 2018 | Jesse Viana

Ao longo dos últimos anos, temo-nos apercebido do quão viciantes podem ser as redes sociais. Tanto quanto a Internet, têm o poder de influenciar, de conectar e de mobilizar. Proporcionando conversas e relações interativas, as redes sociais são usadas, consecutivamente, para manter as ditas relações com os outros (quer saibamos quem são, quer sejam apenas “e-amigos”) a fluir constantemente.

E quem é que vive mais a Internet? A Geração Y, também conhecida como Internet Generation. Cresceram a entender e a saber o poder da World Wide Web, e têm uma necessidade de estar sempre, e continuamente, conectados. Inconscientemente, são viciados nas redes sociais.
Mas não estão sozinhos: este bichinho já chegou a todas as idades, géneros, e feitios. Está intrínseco nas nossas vidas, faz parte delas como qualquer outra coisa. Quem nunca aproveitou um sinal vermelho no trânsito, ou a ver um filme no cinema (ou até mesmo no sofá de casa), para dar uma olhadela às notificações?

Esta adição, que pode chegar a níveis muito pouco saudáveis (desde depressão, a ansiedade ou até mesmo sentimentos de solidão), é alimentada pela natureza viciante das aplicações. Hábitos como o “phubbing” (quando estás com alguém e ignoras essa pessoa em detrimento daquilo que se está a passar no teu telefone…) podem ser extremamente irritantes, por isso, vamos lá evitar, sim?
Mas também nem tudo é assim tão trágico: não há assim tantas pessoas verdadeiramente viciadas em social media.

O que as torna tão viciantes?

 Um like aqui, um comentário ali, uma partilha acolá… não conseguimos controlar o scroll, o impulso de ver mais publicações e nem muito menos ignorar uma notificação.
Mas nem tudo é (inteiramente) nossa culpa: estes fóruns, como o Facebook ou o Twitter, ativam as zonas do cérebro que nos fazem sentir recompensados. Só para ter ideia, passamos cerca de 135 minutos nestas redes.

Biologia

 A dopamina é o químico do nosso cérebro que está responsável pelo sentimento de prazer e de desejo. A carga deste químico que o nosso cérebro recebe ao, por exemplo, mandar um tweet, torna-o mais difícil de resistir do que a álcool ou tabaco. Wow, não é?…
Cerca de 60% das mulheres confessa ser viciada em estar nas redes sociais, enquanto que 56% dos homens têm medo de que algo lhes escape (ou, também conhecido, como Fear of missing out).

Gostos e partilhas: porque o fazemos?

 Cerca de 68% das pessoas diz que a partilha de algo dá uma ideia daquilo que são e do que gostam. Já 78% diz que os ajuda a ficar conectados a algo. Basicamente, gostamos de colocar coisas nas redes sociais porque queremos manter relações, numa base de reciprocidade.

Mas, como em tudo, há um lado negro:
Numa universidade em Salford, conduziu-se um estudo que incluía todos os seus alunos – ao todo, quase 300 pessoas. Quase 50% dos inquiridos afirmou que o Facebook/Twitter tornavam as suas vidas piores, a sua auto-estima ficava magoada quando comparavam o seu estilo de vida com a de quem seguiam.

Como combater este vício?

 

6 perguntas-chave para saber se estás, efetivamente, viciado:

 

Se a resposta às 6 perguntas for sim, podes estar a desenvolver uma adição… mas, hey! Só um profissional, depois de te examinar, to poderá dizer com certeza, assim como só um profissional te pode ajudar a ultrapassar isto em segurança.
Se apenas respondeste a algumas destas perguntas que sim, é porque és um utilizador regular – e se te estiver a incomodar, mesmo assim, porque não fazer um detox?

Por exemplo: reduz o tempo que passas nas redes, desliga as notificações, impõe um intervalo de tempo no qual te permites a ir ver o que se passa (30/30 minutos ou de hora em hora), no-screen times (quando estás a comer, por exemplo) ou mesmo deixar o telefone noutra divisão. Até as próprias aplicações já te ajudam a ver e a gerir o tempo que passas nelas.

Apesar de tudo isto, só podemos agradecer a existência da Internet e, se usadas com moderação e para aquilo que realmente servem, as redes sociais não são assim tão prejudiciais. São, sim, uma grande parte do nosso dia-a-dia, das nossas relações, e até de nós próprios.

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