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O que acontece quando se denuncia algo no Facebook?

Gestão de redes sociais | 12 Julho 2016 | Miguel Menaia

Embora não existam estatísticas concretas que nos garantam quantas contas falsas existem no Facebook, o certo é que a proliferação das like farms tem aumentado nos últimos anos. Nesse sentido, é possível afirmar que a rede social de Mark Zuckerberg tem um enorme problema em mãos, na medida em que não consegue combater todos os perfis criados de má-fé ou, no limite, com intuitos ilegais. Para isso mesmo, fora criado um botão de “Denunciar” dentro da rede, que permite aos utilizadores facilitar o trabalho dos analistas. Segundo o próprio Facebook, a rede social “elimina conteúdo, desactiva contas e trabalha com as autoridades se existir um risco verdadeiro de danos físicos ou uma ameaça directa à segurança pública”.

Mas o que acontece quando clicamos nesse botão? Haverá alguma espécie de filtro, ou o Facebook decide eliminar tudo o que aparenta ser nefasto? Foi isso que fomos descobrir.

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Os Padrões da Comunidade da rede social

O Facebook tem vários focos de preocupação: a segurança, a propriedade intelectual e o comportamento respeitoso. Como tal, tenta combater ao máximo todas as más práticas feitas na comunidade. Esta conduta segue um conjunto de princípios que estão explicados na sua página de Community Standards. O processo afigura-se como relativamente simples na sua concepção, mas mais complexo na sua execução: os utilizadores – que não têm necessariamente de ser vários – denunciam um post ou um perfil, salientam por escrito aquilo que estão a reportar (embora sejam livres de não o fazer, e de reportarem algo apenas consoante as opções apresentadas na página) e, de seguida, essa informação é enviada para os analistas. Por sua vez, os analistas funcionam como uma espécie de “juízes”, e avaliam o conteúdo apresentado como inofensivo ou não. Todavia, fazem a salvaguarda: “Devido à diversidade da nossa comunidade global, tem em atenção que algo que consideres desagradável ou perturbador pode não desrespeitar os nossos Padrões da comunidade”.

Questões como o bullying, o plágio, o conteúdo gráfico e violento, a nudez, o SPAM ou o discurso que incentiva o ódio são dos assuntos mais referenciados pelos utilizadores.

Um dos problemas que estes temas geram – e é precisamente por isso que as Denúncias são mais complexas do que aparentam ser – é a sua subjectividade. Nem tudo o que pode ser considerado como conteúdo violento é efectivamente conteúdo violento, nem tudo o que é considerado como nudez é efectivamente nudez, e assim sucessivamente. A internet, aliás, está pejada de histórias dessas, em que o Facebook agiu de forma controversa perante a denúncia de uma publicação.

Desse modo, acabam por existir “áreas cinzentas” nas quais os especialistas se movem e que são mais complicadas de serem combatidas, dada a sua subjectividade e complexidade.

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A problemática das contas falsas

Descobrir contas falsas é uma tarefa árdua para um mero utilizador de Facebook, sobretudo se estiver pouco habituado aos padrões que essas mesmas contas apresentam. No entanto, é muito importante que exista uma particular atenção sobre o tema.

Habitualmente, as contas falsas caracterizam-se por terem poucos amigos, por terem pouco engagement no conteúdo (ou seja, poucos likes nos posts e ainda menos comentários), e por não terem assim tanta actividade corrente (sendo que, quando têm, têm várias publicações no mesmo dia).

Para que servem, no fundo, estas contas? Para inúmeras razões, que tanto podem ser explicadas a nível pessoal ou a nível profissional. Habitualmente, as fake accounts podem servir para esquemas de phishing ou de hacking, bem como para SPAM, ou para a usurpação de conteúdo alheio.

Concluindo, denunciar algo na internet, que é um meio por si só tão livre, abrangente e democrático, é um problema que preocupa tanto os directores de marketing mais influentes, como os utilizadores de social media mais comuns. De quando em vez, os analistas de Facebook eliminam conteúdo que gera algum buzz por ter sido demasiado controverso, como é o caso desta fotografia de um pai que toma banho com a filha depois desta ter estado doente.

Assim sendo, tanto como um juiz pode falhar a pena de um réu em tribunal, um analista pode falhar o julgamento de um utilizador numa rede social. Em última análise, tenderá a ser uma questão de bom-senso.

[download file=”https://www.van.pt/wp-content/uploads/2016/05/Os-10-desafios_blogdownload.pdf” title=”Os 10 desafios  mais comuns do marketing nas redes sociais”]

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