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Diciopédia de termos do Marketing Digital – Vol I

Comunicação Digital, Gestão de redes sociais | 8 Novembro 2019 | Rafael Venâncio

SEO, CTA, UGC…alguma vez te deparaste com estas siglas e ficaste a magicar no que significam?
Não te preocupes, vamos explicar-te e descomplicar estes “palavrões” para que nunca tenhas de olhar para os termos de marketing como um bicho de sete cabeças!

KPIs (key performance indicators – Indicadores de performance-chave)

O que é este bicho começado por K? Nada mais do que indicadores mensuráveis, definidos a priori, que são considerados mais relevantes para atingir os objectivos da tua campanha.

No fundo, estes vão permitir ver se os objectivos estão a ser atingidos ou não, comparando os resultados obtidos com as metas definidas.

Existem diversos KPIs; estes diferem dependendo das áreas de negócio.

Os KPIs podem ser primários, secundários e práticos; aqui ficam alguns exemplos de cada tipo:

Primários
Estes são os indicadores mais “importantes”. Aspas porquê? Porque estes são aqueles que vais ter de mostrar ao cliente e que vão ditar, aos seus olhos, o sucesso ou insucesso de uma campanha. Alguns exemplos:

  • Número de leads;
  • Volume de tráfego;
  • Taxa de conversão;
  • Receita total.

Secundários
Estes indicadores vão, no fundo, complementar os primários. São eles que trazem mais informação, ou dados mais aprofundados, por comparação com os indicadores primários. Exemplos dos mesmos são:

  • Nº Susbcritores da newsletter e blog;
  • Custo por visitante;
  • Origem do tráfego (orgânico, pago, redes sociais, direto, email e outros);
  • Preço médio por transação.

Práticos
Estes são alguns dos indicadores que quem gere ou acompanha campanhas de Marketing Digital deve monitorizar regularmente:

  • Visualizações de página;
  • Bounce rate (taxa de rejeição de uma página);
  • Page rank;
  • Palavras-chave mais pesquisadas (de acordo com seu negócio).

Exemplo de um KPI comum de uma empresa da área do Marketing Digital é o indicador de conversão de leads em clientes. Este ajuda a perceber, partindo do total de visitas de uma dada página, quantos utilizadores se tornaram efectivamente clientes/completaram uma transação.

Este valor pode ser encontrado muito facilmente:

Taxa de Conversão

Para chegares a este tipo de valores, poderás simplesmente recorrer ao Google Analytics, que te dá as métricas todas de análise do teu site ou blog.

Google Analytics

MQLs (marketing-qualified leads – Leads qualificadas)

Leads traduz-se em potenciais clientes. Já quando falamos de leads qualificadas, falamos de potenciais clientes que sabem o que procuram, clientes que chegam à campanha já mais perto do seu momento de decisão ou já com algum conhecimento sobre um determinado tópico/produto.

ROI (Return on Investment – retorno do investimento)

Responde a questões como “como é que nos saímos nesta campanha?” e “o dinheiro investido gerou o quê?”.

Como medimos este retorno?

O ROI vai permitir medir o impacto do investimento feito. Por outras palavras, vai permitir saber se a campanha teve um retorno positivo (gerou mais vendas do que o dinheiro investido na campanha) ou se, por outro lado, não gerou qualquer benefício (as vendas resultantes da campanha não chegaram para cobrir o investimento feito).

O que é que pode ser considerado “investimento”? Exemplos:

-Um simples post promovido;
-um artigo;
-Campanhas de Google Ads.

Estas medidas referem-se sobretudo ao Marketing Digital, e tanto podem ser medidas em tempo (ex.: o tempo despendido para produzir um artigo sobre um dado produto) como dinheiro (ex.: o valor pago ao Facebook para fazer a promoção desse mesmo artigo).

A noção de investimento pode, porém, ser aplicada a qualquer área de negócio, como por exemplo:

Um café local investe num pacote de canais desportivos (investimento) para atrair mais clientes e incentivá-los a permanecer no café durante mais tempo. Que impacto teve esse investimento na sua receita total mensal (ROI)?

SEO (Search engine optimization – otimização dos motores de busca)

É um trabalho gradual, progressivo, e que permite que a tua página fique mais bem posicionada nos motores de pesquisa.

Para perceberes o contexto e a importância do SEO: se não estiveres presente na 1ª página da pesquisa, é muito pouco provável que a tua página seja vista.

O SEO dá-te visibilidade. É a ferramenta que te permite chegar ao topo da primeira página dos motores de pesquisa de forma orgânica (não paga). Se estiveres disposto a pagar por isso, podes sempre investir em Google Ads.
Estes, por sua vez, só te “mantêm” no topo da página enquanto estiveres a investir, e páginas promovidas não têm tanto “respeito/credibilidade” quanto as orgânicas (adquirem menos cliques, por norma, face a conteúdos orgânicos).

Algumas das coisas que te podem ajudar a subir nos motores de pesquisa:

-Otimizar o peso das imagens para facilitar o carregamento do site;
-Ter uma página “rápida” e que “corra suavemente”;
-Prepara a página para ser mobile friendly (cada vez mais importante);
-Ter links externos e internos;
-Criar conteúdos regularmente e atualizar antigos;
-A escolha “acertada” e ponderada de palavras-chave;
-Atualizar erros no Site ou blog.

Existem ainda boas práticas e más práticas de SEO, fica a conhecer no nosso artigo anterior.

CTA (Call to action – “pedido para ação”)

O Call To Action é algo que leva/orienta o consumidor na execução de uma determinada ação definida pela marca. No fundo, é uma forma de incentivar/canalizar o utilizador a concretizar uma acção que é do interesse da marca: estabelecer um contacto, efectuar uma venda, seguir uma página numa rede social, etc.
Estes podem aparecer em diversos formatos e com diferentes mensagens.
Podem ser botões, pop-ups, podem ser frases inseridas nos conteúdos da página, podem estar presentes em vídeos (bastante recorrente no YouTube), e muitas mais formas.
Qualquer apelo a uma ação tem esta denominação.

Fica com alguns exemplos:

#1 – “Contacte-nos”

Exemplo CTA

#2 – “Subscreva”

Exemplo CTA

#3 – “Leia mais”

Exemplo CTA

#4 – “Comenta”

Exemplo CTA

#5 – “Partilha”

Exemplo CTA

 UGC (User Generated Content)

Este termo refere-se aos conteúdos criados pelos fãs/seguidores/audiência de uma determinada marca.

O que pode ser considerado UGC:

  • Conteúdos resultantes do pedido de uma marca aos seus seguidores para que partilhem imagens, stories, tweets, etc, sobre um produto;
  • Fotos tiradas em eventos e partilhadas nas redes sociais com uma hashtag.

Conselho: Mesmo que não vás utilizar estes conteúdos, responde e agradece aos seus criadores. É uma forma de mostrares apreço e manteres os níveis de interação.

Exemplos de imagens de fãs aproveitadas pelas marcas:

#1 Starbucks

Exemplo UGC
#2 Jamie’s Italian Lisboa
Exemplo UGC
Exemplo UGC

#3 Montiqueijo

Exemplo UGC

Conclusão

Nós sabemos que os novos termos do Marketing Digital podem, por vezes, ser confusos.
Esperamos que o volume desta semana te tenha esclarecido alguns dos “bichos” que te atormentavam e fica atento aos próximos!
Se não te esclareceu todas as dúvidas, passa pela nossa página de Facebook ou Instagram e damos-te todo o apoio de que precisares.

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