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Facebook Messenger vai ter anúncios, mas o que significa isso para as marcas?

Gestão de redes sociais | 14 Julho 2017 | Miguel Menaia

Quando em 2014 o Facebook dividiu a sua app em duas e apresentou mundialmente o Facebook Messenger (uma plataforma de mensagens instantâneas semelhante ao Whatsapp), muitos utilizadores se mostraram contra a novidade. Três anos volvidos, a plataforma chegou aos 1.2 mil milhões de utilizadores activos mensalmente e afigura-se, agora, como uma das mais populares da actualidade. Contudo, anteontem voltou a ser alvo de críticas por parte dos internautas, depois de Mark Zuckerberg ter anunciado a inclusão de anúncios na aplicação.

Há pouco tempo, o CEO do Facebook revelou que o News Feed estava a perder espaço para poder colocar anúncios. E com o aparecimento dos Messenger Bots (robots com os quais os utilizadores podem conversar para obter informações específicas), muitos acharam que o Messenger deixaria de ser uma plataforma add-free e passaria a ser mais monetizada e, consequentemente, intrusiva – algo que, pelos vistos, se está a verificar agora, com o aparecimento de publicidade na app.

No artigo de hoje, apresentamos tudo aquilo que sabemos sobre os novos anúncios do Messenger.

1. São demasiado grandes

Como podemos verificar no vídeo acima, os novos anúncios do Messenger são maiores do que as janelas de conversação, sendo que os mockups oficiais apresentados pela rede social ilustram ads que ocupam dois terços do ecrã. A única vantagem deste ponto é que só nos aparecerá um anúncio de cada vez na plataforma, e não vários (como acontece no News Feed do Facebook).

A nível de interface, contudo, esta nova ferramenta pode ser perigosa, uma vez que os utilizadores costumam ser habitualmente avessos à mudança – sobretudo quando ela é tão radical.

2. Interrompem a User Experience

Ainda no que diz respeito ao primeiro ponto, consideramos que este tipo de anúncios arruinam a User Experience do utilizador comum. Assim que nos ligamos ao Messenger, somos bombardeados com um anúncio no meio da interface e isso “é intolerável”, de acordo com o TechCrunch. Este site especializado em assuntos tecnológicos e digitais falou, inclusive, com um representante do Facebook, colocando-lhe precisamente este ponto de vista. A sua resposta foi peremptória: “Monitorizámos o engagement das primeiras pessoas que testaram os anúncios do Messenger e os resultados foram promissores”, revela.

Em relação ao verdadeiro feedback dos utilizadores, o alegado representante do Facebook não respondeu.

3. Podem não ser assim tão relevantes para o utilizador

Ao que se sabe, os anúncios do Messenger ainda não verificam o conteúdo das mensagens trocadas pelos utilizadores. Portanto, utilizam o mesmo targeting que o Facebook, a sua plataforma-mãe. Dito por outras palavras, isto significa que, se tivermos likes em determinadas páginas, teremos interesse em ver determinados anúncios. Aquilo que a plataforma se baseia para fazer anúncios não é, por isso, muito abrangente.

Para além disso, existe outro ponto negativo: o facto do Messenger não ser uma rede social, mas sim um serviço de mensagens instantâneas. Embora a equipa do Facebook se tenha esforçado para tornar o Messenger mais apelativo (introduzindo recentemente alguns jogos na aplicação, bem como o Messenger Day, que é uma espécie de Stories do Instagram) a verdade é que grande parte dos utilizadores ainda utiliza a plataforma para se manter em contacto com os seus amigos, colegas de trabalho ou familiares. Esse continua a ser o propósito maior do Messenger.

Consideramos que, até estar disponível mundialmente, esta novidade dará muito que falar, sobretudo entre os profissionais da área do marketing. Cabe ao Facebook tornar este formato de anúncios o menos intrusivo possível, providenciando ao utilizador uma experiência positiva dentro de uma plataforma que, até há bem pouco tempo, se destacava por ser totalmente add-free.

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