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Facebook Watch: mais do que uma nova plataforma, o triunfo da produção audiovisual

Comunicação Digital | 11 Agosto 2017 | Miguel Menaia

O Facebook tem uma nova casa para os conteúdos de vídeo produzidos exclusivamente por parceiros. A plataforma “Watch” encontra-se, a partir de hoje, nos telemóveis e tablets de um pequeno grupo de utilizadores Norte-Americanos. Estes early adopters terão acesso à nova funcionalidade da rede social de Mark Zuckerberg, que contém recomendações personalizadas de Lives publicados na rede e que integra diversas categorias (“Most Talked About,” “What’s Making People Laugh” and “Shows Your Friends Are Watching”, por exemplo). A monetização do Watch provém de anúncios, sendo que 45% da receita reverte a favor do Facebook e 55% a favor dos produtores de conteúdo.

Ao criar conteúdo original e diversificado, o Facebook prevê aumentar as suas receitas publicitárias, dando aos utilizadores vídeos que não encontram noutro lado a não ser no News Feed. Para além disso, os fãs de determinado conteúdo poderão estar conectados com outros fãs através de uma ferramenta, dentro da plataforma, que liga programas a grupos específicos.

Antes de se expandir globalmente, o Facebook planeia ter esta nova plataforma a funcionar a 100% nos EUA. “Nós queremos que qualquer publisher/criador de conteúdo fique interessado em criar o seu próprio programa num futuro próximo“, salienta um funcionário da rede social ao TechCrunch. “Se tudo correr bem, existirão centenas de programas [no Watch]”, remata.

Como serão os primeiros programas “made in Facebook”

Daniel Danker, Director de Vídeo da rede social, refere que cada vez mais pessoas acedem ao Facebook para assistir a conteúdo audiovisual. Nesse sentido, é natural existir um espaço na plataforma que ajude os utilizadores a encontrar aquilo que querem ver. Isso facilitará, também, aproximação com os criadores de conteúdo.

Eis alguns programas que irão estar disponíveis nesta primeira versão do Facebook Watch:

  • Tastemade: Kitchen Little – Um programa de culinária onde crianças assistem a vídeos de receitas, e onde posteriormente as tentam replicar com a ajuda de um chef reconhecido;
  • Major League Baseball – A liga de Baseball Norte-Americana terá, pelo menos uma vez por semana, um jogo a ser transmitido em directo no Facebook;
  • Billboard’s “How it Went Down” – Um série documental sobre músicos (músicos esses que irão partilhar as suas histórias mais incríveis);
  • National Geographic: “We’re Wired that Way:” – Pequenos documentários sobre particularidades curiosas inerentes ao ser humano;
  • NASA’s “Science @ NASA” – Episódios de cinco minutos sobre temas relacionados com a Ciência.

A propósito do Watch, Mark Zuckerberg escreveu que “assistir a um programa não tem que ser algo passivo“. Desse modo, com esta nova plataforma, os utilizadores poderão comentar o que estão a assistir, bem como juntar-se, posteriormente, a comunidades de interesse.

Numa nota curiosa, os publishers iniciais (muitos dos quais estão referidos acima) poderão escolher mostrar o programa completamente de borla aos seus seguidores, ou inserir anúncios nos seus “intervalos”. Mas essa liberdade não acaba aqui, uma vez que a rede social não impõe limites criativos aos seus parceiros (ainda que conteúdos sexualmente explícitos ou violentos sejam banidos automaticamente).

Se ganhar o devido reconhecimento, o Facebook Watch irá ser bastante positivo para a rede social a nível monetário, e mais uma alternativa à tradicional televisão ou ao YouTube, a maior plataforma digital de audovisual do mundo. Ainda que não seja certo, fala-se na possibilidade, também, do Facebook criar conteúdo mais denso (como séries ou filmes). Com 2.01 mil milhões, parece-nos que faz todo o sentido, e que a rede social tentará, assim, dominar grande parte da internet.

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