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Meet@MEOArena 2017 – A importância das redes sociais nos eventos

Comunicação Digital | 23 Março 2017 | Miguel Menaia

No passado dia 21 de Março, decorreu no Parque das Nações o segundo encontro resultante da parceria entre o MEO Arena e a revista Event Point. No Meet@MEOArena 2017, os organizadores propuseram-se a “juntar pessoas dos sectores do marketing e eventos, discutir temas relevantes e incluir oradores internacionais“.

A VAN marcou presença nesta conferência e resume, neste artigo, os temas abordados na óptica das redes sociais e do marketing digital.

15h00: Abertura – Secretária de Estado do Turismo, Dra. Ana Mendes Godinho

O evento, onde estiveram presentes cerca de 250 pessoas, iniciou-se com o discurso de Ana Mendes Godinho. Refere a Secretária de Estado do Turismo de Portugal que o país está bem posicionado neste sector, já que 2016 foi um ano profícuo na captação de congressos internacionais. O Turismo de Portugal implementou no ano passado um programa para atrair eventos que, de acordo com alguns dados partilhados pela oradora, foi um sucesso.

Existe, hoje em dia, mais sustentabilidade nesta área, não só porque as companhias áreas começaram a implementar preços mais baratos para o nosso país, mas também porque Portugal está mais atractivo turisticamente, o que se afigura relevante para as marcas. O desafio actual passa, então, por diversificar os mercados que estamos a querer atingir, algo em que o Web Summit poderá ter um papel preponderante, por exemplo.

15h15: Kevin Jackson – “10 event trends that will make you successful in 2017”

Ao longo de trinta anos, Kevin Jackson tem sido um elemento influente da comunidade internacional ligada ao marketing, trabalhando em grupos como Interpublic, Grey ou Saatchi, e contas de clientes importantes, da Adidas à Zumba. Nesta palestra, o orador começa o seu discurso dizendo que acredita na dominância mundial dos eventos. Mostrando-se grande adepto do Experience Marketing – do qual já aqui falámos – Kevin salienta que a experiência é mais importante do que o dinheiro. Portanto, neste momento, os consumidores privilegiam aquilo que uma marca pode oferecer em termos de experiência, e não o seu elevado ou baixo valor monetário. “As marcas podem definir-se como um conjunto de promessas. É o que fazes, e não aquilo que dizes que fazes, que importa“, remata.

Quanto aos pontos abordados nesta conferência, o conhecido speaker motivacional enumerou 10: Info on-demand, Social Network, Taking Control, Pull, Attention, Content, Listening, Relationship, Emotions e Needs.

De uma maneira geral, Kevin Jackson acredita que, neste momento, é a audiência que controla as marcas, e não as marcas que controlam a audiência. O facto de cada vez mais escolhermos aquilo que queremos ver, o facto de construirmos comunidades de interesse na internet, e o facto de construirmos ligações emocionais a determinado produto ou serviço, faz com que sejamos mais exigentes e que tenhamos necessidades diferentes das que teríamos há uma década atrás.

Como tal, os eventos de activação de marcas – bem como os eventos internos – irão subsistir através do digital, cada vez mais importante no nosso quotidiano. Abordaram-se questões como o live-streaming, o word of mouth, o data driven marketing e qualidade dos conteúdos produzidos exclusivamente para plataformas como o Facebook e Instagram.

Kevin Jackson termina esta palestra com uma frase dedicada às empresas que, por si só, é bastante caricata: Stand Out Or Fuck Off.

16h00: “Agora falam as marcas” – Qual a tendência mais importante para a minha marca nos próximos anos na área dos eventos/activação?

Nesta conferência participaram vários intervenientes, a saber: Marta Marques (EDP); Dulce Mota (Millennium BCP); Miguel Guerra (PT); e Artur Alves Pereira (Web Summit). Entre os vários assuntos que o anterior orador abordou – e que foram reforçados nesta parte do Meet@MeoArena – também se falou no Fear Of Missing Out (sobre o qual já escrevemos um artigo) e na importância de construir confiança com as pessoas. Mais do que se focarem na sua indústria, as marcas também devem apostar na organização de eventos, ainda que fujam do espectro ao qual está segmentado o seu target.

O marketing digital foi, mais uma vez, um ponto bastante abordado, nomeadamente no que diz respeito à produção de conteúdo. Os oradores ressalvaram que os media tradicionais também desempenham um papel importante na aproximação do cliente, porém, é nos novos media que o cliente confia para partilhar a sua opinião, para visualizar determinado evento e para interagir com a marca.

17h15 – Kevin Jackson: “Growing your business in 2017”

Regressado ao palco, o único orador estrangeiro deste evento trouxe-nos algumas considerações sobre os níveis de crescimento de uma empresa. Estes níveis de crescimento relacionam-se, segundo Jackson, com a Cultura, com as Parcerias e com a parte Comercial.

Kevin Jackson, que voltou a reforçar que todas as decisões de compra são emocionais, falou de um conceito sui generis (que o próprio cunhou): Story Selling, ao contrário de Story Telling. Para Jackson, o conteúdo das marcas tem que ser Meaningful, Memorable e Moving. Só assim podemos fomentar relações com o nosso público-alvo que, de acordo com o orador, não é toda a gente.

Apesar de muitos ecossistemas do marketing terem evoluído nas últimas três décadas, o foco de Kevin continua inalterado: fazer com que as empresas cresçam. E para isso tem uma regra bastante clara: “Tratem as pessoas como pessoas, entretenham-nas, eduquem-nas, ponham-nas em contacto umas com as outras, e sejam úteis nas suas vidas”, conclui.

Em suma, este Meet proporcionou várias perspectivas sobre o futuro dos eventos, indissociável do marketing digital – não só para atrair pessoas, mas também para as manter informadas durante e após a realização de determinado evento.

 

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