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O Facebook pretende acabar com as notícias falsas

Gestão de redes sociais | 16 Dezembro 2016 | Miguel Menaia

Em Julho, a VAN elaborou um extenso artigo onde clarificava a psicologia por trás do clickbait, a propósito da mudança de algoritmo levada a cabo pelo Facebook, que desde então limitou o SPAM no News Feed.

Desesperados por cliques, alguns criadores de conteúdo e publicitários criaram uma espécie de mecanismo que se aproveita das emoções do utilizador para gerar tráfego – o que, em certa medida, pode ser legítimo, mas que deixa de o ser quando o conteúdo apresentado é extremamente gráfico e sensacionalista, nada informativo ou simplesmente falso, na medida em que não corresponde às expectativas do título.

Por isso mesmo, cinco meses volvidos, e após uma série de notícias falsas no âmbito das eleições norte-americanas, a empresa de Mark Zuckerberg criou um plano eficaz para acabar de vez com um dos maiores problemas de 2016 nas redes sociais.

O Facebook anunciou, através da conta pessoal do seu fundador e de um post no blog uma série de medidas para combater a disseminação de notícias falsas. O vídeo divulgado abaixo é auto-explicativo.

A partir de agora, será mais fácil reportar notícias desta índole, bastando para isso abrir as opções do post, onde se poderá marcar esse conteúdo como falso.

O maior avanço neste sentido, no entanto, tem a ver com a parceria da rede social com agências de fact-checking (agências essas que estão ao abrigo do Instituto Poynter, uma das mais reputadas escolas de jornalismo dos Estados Unidos). Sites como o PolitiFact e o Snopes, que são especialistas em verificar notícias e desconstruir boatos, irão analisar posts potencialmente enganadores, notícias falsas ou de click-baiting. Embora a rede social não vá decidir, por si própria, o que é verdadeiro ou falso, os utilizadores poderão, eles próprios, marcar os conteúdos como falsos.

 

Sinalizar histórias como disputed

Assim que exista esta sinalização de conteúdo, o post aparecerá, invariavelmente, menos no News Feed dos utilizadores, existindo um downranking. Apesar de continuar a ser possível partilhar a história, os utilizadores serão alertados para a sua veracidade.

Estes passos irão fazer com que a desinformação seja menos rentável para os spammers que ganham dinheiro por terem mais pessoas a visitar os seus sites“, refere o CEO do Facebook. Ao Washington Post, Adam Mosseri (Vice-Presidente do Facebook para o desenvolvimento de produto) salientou que sites fraudulentos que se apresentam como jornais credíveis serão os principais alvos deste novo mecansimo, ao contrário de organizações noticiosas verdadeiras que, à partida, não irão ser abrangidas, muito embora possam ter artigos factualmente incorrectos e sensacionalistas.

Quando questionado sobre a transparência e isenção das agências de fact-checking (que poderão ter interesses económicos, ou outros, por trás do que é ético), Mark Zuckerberg compreende a sensibilidade do assunto. “O nosso objectivo é o de reduzir hoaxes na nossa plataforma, mas quero que sejamos cuidadosos, nunca sendo donos da verdade. Este é um teste embrionário, mas estarei atento para me certificar de que estamos, efectivamente, a combater o SPAM, e não a limitar a liberdade de expressão das pessoas“.

 

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