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O universo viral do TikTok

Gestão de redes sociais, Sites & apps | 16 Novembro 2018 | Jesse Viana

A 2 de Agosto deste ano, os utilizadores do Musical.ly, uma aplicação na qual se partilhava vídeos de 15 segundos, orientada para a dança e focada em música (e no lip-sync), viram mudanças na sua aplicação: o nome alterou para TikTok, e o logótipo também não é o mesmo. Mas, afinal, o que é que se estava a passar?

Esta app foi, então, comprada pela empresa chinesa ByteDance, em Novembro de 2017, como uma tentativa dos chineses para entrar no mercado dos Estados Unidos da América. Afinal, a Musical.ly era, na altura, a aplicação mais descarregada em iOS no primeiro trimestre de 2018, e contava com 100 milhões de utilizadores ativos, diariamente (e, agora, têm cerca de 500 milhões de utilizadores ativos mensalmente).

A grande dúvida, na altura, seria em saber se o sucesso do TikTok chegaria, ou não, aos EUA – já que, na China, era a aplicação mais popular. Enquanto que uma dominava o Ocidente, a outra estava a dominar o Oriente. Mas quererão os Musers tornar-se em Clock? Já vamos ver que sim.

O que é o TikTok? E o que é que se passa por lá?

 Basicamente, é como se fosse uma nova rede social, mas focada em vídeos de música (amadores), e amplamente utilizada por adolescentes. Na China, já existe desde 2016, mas tem um nome diferente devido às politicas do país – lá, chama-se Douyin. Segundo Alex Zhou, o chairman da empresa e quem decidiu juntar as duas aplicações, isto aconteceu para que se tornassem mais eficientes, já que têm “um mesmo propósito”.

Aqui, apela-se à criatividade e o entretenimento, com conteúdos que passam pela dança e pelo movimento (cheerleading, ginástica, parkour), à comédia (muitas vezes feita através do lip-sync), e até mesmo a short shows, como é o caso da NBCUniversal ou da revista Seventeen – perceberam o potencial e estão aqui para chegar aos mais novos. Funciona muito à base dos #challenges, ou seja, de desafios.

Com certeza se lembram daqueles vídeos que andaram a circular há uns tempos com a música In My Feelings, do Drake. Aqui, há muito, muito mais: desde desafios baseados em filmes (como o #MatildaChallenge), ou até em beauty standards (#unmakeupchallenge / #dontjudgemechallenge). Oh, claro, também há espaço para o belo do meme, mas nesta aplicação a barreira que os separa não é muito clara.

Como se navega?

Os vídeos, num formato vertical, como se vê nas stories do Instagram, são orientados para a utilizaçãoo em mobile, e dispõem de filtros, “corações-like”, etc., como qualquer outra rede social. Assim que se faz o download, aparece logo um vídeo, automaticamente, tipo a IGTV – estes são featured, ou seja, aqueles que a aplicação escolheu para veres. No que diz respeito ao feed, tens também, como em qualquer outra, o que as pessoas que segues publicam. Se quiseres explorar, tens também a opção para o fazer – é só seguir a lupa. Aqui, podes procurar não só por hashtags (sim, são uma cena) como ver os vídeos que estão trending naquele dia, ou naquela semana. Nota importante: não precisas de ter conta para que possas ver o conteúdo!

Quando estás a ver um vídeo, é como se estivesses a ver uma story: basta clicar nele para pausar; mas a diferença que os separa é que, no TikTok, podes ver quem é que deu like, e quem comentou. Em baixo, está o nome de utilizador que publicou, a descrição (que tem hashtags que podes aproveitar para explorar) e o nome da música que está no clipe. Por falar em música, tens ao teu dispor uma biblioteca com todas as músicas do momento, mas também podes carregar os teus próprios sons originais (ou gravá-los, diretamente).

“TikTok Famous”

Assim como há os influencers, aqui há os Musers (nome atribuído aos famosos da antiga Musical.ly). Toda a gente ganha: as editoras, que lucram com as vendas e com os streams; os musers, que ganham presentes dos fãs (sendo que uma percentagem disto reverte para a própria aplicação e para os seus distribuidores – Apple/Google); e ainda há parcerias com marcas.

Nos últimos 3 meses, tem crescido exponencialmente, com os downloads em todo o mundo a crescer em 20%, e nos EUA em 25%. Tem, aliás, mais do que o Snapchat, o Instagram, o Facebook, ou o YouTube. Isto correspondeu a um aumento de cerca de 130 milhões de utilizadores ativos, e continua a crescer. Pode até nem ter a audiência de uma grande rede social, mas é muito mais popular – muito devido à introdução da Reaction Feature, a qual permite que se filme a reação de quem vê no próprio vídeo.

Os clipes são rápidos, divertidos e apelam à criatividade. Se o momentum se mantiver, devido às preocupações dos EUA por ser uma empresa chinesa, quem sabe se num futuro próximo não começa a haver anúncios e presença de marcas (já há quem esteja a testar). Pode mesmo vir a ser o próximo Vine, ou o próximo Snapchat e é, definitivamente, uma aplicação a ter na mira para 2019. Tens 15 segundos que dispenses?

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