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O que podemos esperar de 2017 para o marketing digital em Portugal

Comunicação Digital | 18 Janeiro 2017 | Miguel Menaia

Embora existam imensos artigos na internet que falem sobre o futuro do marketing digital em 2017 (muitos deles em sites especializados), não encontrámos nenhum que estivesse, efectivamente, adaptado ao mercado português. Desse modo, e de maneira a completar essa lacuna por nós encontrada, eis as nossas previsões para o ano que agora começa, com base nas características da área de negócio em Portugal.

1. O live streaming do Facebook terá ainda mais força

Sim, esta tendência foi impulsionada por aplicações como o Meerkat e Periscope, mas implementada no quotidiano dos internautas pelo Facebook. Aos poucos, o Live tornou-se numa das melhores funcionalidades da rede social.

Até Fevereiro de 2016, o vídeo em directo estava apenas circunscrito a indivíduos que possuíssem o Mentions e que, por consequência, tivessem páginas verificadas (com o símbolo do “certo” a azul). Ou seja, apenas celebridades (actores, músicos, apresentadores de TV) com uma quantidade significativa de likes é que conseguiam transmitir em directo para os seus seguidores. O engagement gerado ditou, contudo, que a funcionalidade fosse rapidamente alargada a todos os utilizadores da rede.

Mais recentemente, o Facebook anunciou, através do seu blog, alguns updates para publishers no que diz respeito ao streaming. Em 2017 será possível fazer lives a partir da versão desktop da rede social (inicialmente a funcionalidade estava restrita apenas para mobile) e as páginas conseguirão fazer crosspost do conteúdo – isto é, será possível transmitir o mesmo directo em várias páginas em simultâneo, o que irá fazer com que as marcas alcancem diferentes públicos.

“Continuaremos a ouvir o feedback dos publishers para melhorar a experiência Live, adicionando novas funcionalidades que tornarão mais fácil a partilha de conteúdo com a audiência” , pode ler-se no post.

Posto isto, e tendo em conta que a rede social está a pensar alargar o formato live também para os podcasts (não se ficando, por isso mesmo, no formato vídeo), prevemos que este ano seja profícuo para o streaming no Facebook a nível nacional.

2. O Instagram continuará a crescer

Parece-nos evidente afirmar que o Instagram continuará a crescer tendo em conta ano de 2016, onde alcançou a marca de 600 milhões de utilizadores mensais. Para além disso, seis meses após o lançamento do Instagram Stories, a rede social conseguiu chamar cerca de 150 milhões de utilizadores diários para a funcionalidade, estando prestes a monetizá-la.

Não obstante, dados recolhidos pela VAN confirmam que a comunidade portuguesa de Instagrammers continua a aumentar. Através das informações veiculadas pelo Facebook Ads (que nos mostra o reach potencial de acordo com as segmentações definidas), depreendemos que o segmento das pessoas com idades compreendidas entre os 13 e 20 anos cresceu, no espaço de dois meses, em 8%; e que o segmento de pessoas com idades compreendidas entre os 21 e os 30 anos cresceu, também no mesmo período de tempo, em 20%.

Estas são notícias muito positivas para todas as marcas que queiram investir na plataforma.

3. As parcerias com influencers digitais serão cada vez mais importantes

 

Já aqui falámos sobre as vantagens do Influencer Marketing e sobre a forma como os padrões de consumo estão a ser modificados por esta tendência.

Pesquisas levadas a cabo pelo Twitter salientam que 49% dos consumidores procura conselhos de social media influencers, e que 20% se sentiram inspirados a partilhar as suas próprias recomendações sobre um produto depois de terem lido um tweet de um influencer.

A título de exemplo, podemos olhar para o caso da CNN e da estrela de Youtube Casey Niestat. Recentemente, a cadeia televisiva norte-americana comprou a aplicação Beme, pertencente a um dos mais populares Youtubers da década. Com 6 milhões de seguidores no seu canal, Neistat encontra-se neste momento a desenvolver uma nova plataforma com a gigante televisiva, que assim aponta o seu foco a uma nova audiência.

Ou seja, em vez de fazer crescer uma plataforma de forma orgânica, a CNN, no fundo, comprou um influencer e a sua equipa por 25 milhões de dólares (o valor em que a app estava avaliada).

Em Portugal, embora ainda não estejamos no patamar em que se compram influencers directamentetudo indica que as parcerias entre marcas e Bloggers/Vloggers venham a subir em 2017. Prova disso é o destaque que se tem dado a essa trend em solo lusitano.

4. Existirá uma maior pressão para controlar as fake news

 

A partir de Dezembro do ano passado tornou-se mais fácil reportar fake news. Para isso acontecer, basta agora abrir as opções de um post e marcar o conteúdo como falso.

O maior avanço neste sentido, no entanto, tem a ver com a parceria do Facebook com agências de fact-checking (agências essas que estão ao abrigo do Instituto Poynter, uma das mais reputadas escolas de jornalismo dos Estados Unidos). Sites como o PolitiFact e o Snopes, que são especialistas em verificar notícias e desconstruir boatos, irão analisar posts potencialmente enganadores, notícias falsas ou de click-baiting.

Embora a rede social não vá decidir, por si própria, o que é verdadeiro ou falso, os utilizadores poderão, eles próprios, marcar os conteúdos como falsos.

Este avanço sentir-se-á um pouco por todo o mundo em 2017, sem excepção para Portugal, onde também proliferam conteúdos dessa índole.

O artigo da VAN explica esta tendência em detalhe.

5. O e-commerce ficará integrado nas redes sociais

À medida em que mais redes sociais começam a integrar alguns aspectos do e-commerce nas suas plataformas, mais esta tendência parece ser uma certeza para o ano que aí vem. O Facebook Marketplace é exemplo disso mesmo. Aliar o comércio online ao social media é, portanto, o caminho a seguir, na medida em que é lá que os marketers distribuem o seu conteúdo e constroem sua audiência. No futuro não muito distante, existirão híbridos que contemplem essas duas vertentes.

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1 Comentário

  1. Susana Pimentel diz:

    Excelente artigo. Parabéns
    Reflete que existe ainda um caminho aberto a expansao das TI nas empresas.

    Estou a fazer um trabalho académico sobre Gestão de SI/TI nas empresas no âmbito do mestrado. Gostaria de saber a sua opinião sobre o nível de utilização das redes sociais e da web por parte de empresas pequenas.

    A maioria das empresas portuguesas têm sites? estão nas redes sociais a promover a sua atividade? fazem negócios pela net?

    O marketing digital está bem lançado nas PME’s em Portugal? Ou considera que as empresas portuguesas estão muito atrasadas na implementação de ferramentas de marketing digital?

    Obrigada pela colaboração.

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