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O que podemos esperar do futuro das redes sociais?

Gestão de redes sociais | 20 Abril 2017 | Miguel Menaia

Nos passados dias 18 e 19 de Abril desenrolou-se, em Silicon Valley, a conferência anual do Facebook onde programadores e empresários discutiram o futuro da rede social, apresentando novos produtos, serviços e modelos de negócio para as plataformas que estão sob a alçada de Mark Zuckerberg. No F8 (assim se chama a conferência), discutiram-se tópicos actuais como a Realidade Virtual, a Realidade Aumentada e a Inteligência Artificial, pelo que se apresentaram novas funcionalidades relacionadas com esses temas para o Instagram, Facebook e Messenger.

Eis os melhores momentos da edição de 2017, com as principais novidades aplicadas ao marketing digital.

A Realidade Aumentada vai ganhar novos propósitos

Durante a sua palestra, Mark Zuckerberg declara que “copiar” o Snapchat foi apenas o começo de um plano ambicioso que já tinha há uma década – neste caso, o de criar uma plataforma de Realidade Aumentada para programadores, de seu nome AR Studio. Seguindo o espírito de comunidade semelhante ao do AutoDraw da Google (o qual já falámos aqui), todos developers do mundo irão poder construir, nesta plataforma, conteúdos em realidade Aumentada, tais como jogos interactivos, objectos virtuais, máscaras animadas para selfies, etc. Estes conteúdos, assim que aprovados pela comunidade, poderão ser posteriormente aproveitados pelos utilizadores no Messenger e Insta Stories, por exemplo. Como tal, o reconhecimento facial e o Sensor Data serão ferramentas essenciais para os developers.

Prevê-se portanto que as experiências com a Realidade Aumentada cresçam num futuro próximo, até porque as câmaras actuais dos nossos smartphones têm capacidade para receber este tipo de software, garante o CEO do Facebook. Inclusive, a Nike está a aliar-se à rede social para construir filtros interactivos que melhoram a partilha de informação por parte do utilizador, como a imagem acima nos indica.

Estamos a fazer com que a câmara [do smartphone] seja a primeira plataforma de Realidade Aumentada do mundo“, pode ler-se na apresentação de Mark Zuckerberg no F8.

A Realidade Virtual não é o futuro – é o presente

Tal como os especialistas anunciaram, o VR é a grande tendência do ano 2017 e, possivelmente, dos próximos anos. Como tal, não nos parece descabido que o Facebook tenha desenvolvido o Facebook Spaces – uma plataforma onde os utilizadores poderão comunicar entre si, através de avatares, num espaço de Realidade Virtual. Para já, o Spaces – que está disponível, unicamente, para o Oculus Rift VR e para os comandos Oculus Touch – permite que estejam apenas 3 pessoas em simultâneo numa sala virtual. Contudo, é possível assistir a vídeos 360º, fazer chamadas de vídeo com o Messenger, e até tirar selfies em VR – tudo isto através um avatar semelhante a nós (que utiliza o reconhecimento facial para analisar as nossas fotografias e, também, as fotografias dos amigos nas quais estamos identificados).

Com o lançamento desta nova plataforma, o Facebook quer alterar o paradigma da utilização da Realidade Virtual, redefinindo assim a forma como comunicamos com os nossos amigos e família. Dentro em breve será possível, por exemplo, fazer reuniões de trabalho em salas virtuais, recorrendo apenas a um headset de VR e a um avatar. E isso tem tanto de disruptivo como de fascinante.

Para além disso, ficámos também a conhecer as novas câmaras 360º desenvolvidas pelo Facebook, que irão passar a ser comercializadas este ano. A marca chama-se Facebook Surround 360º e terá dois modelos: um com um formato maior (x24), e outro mais portátil (x6). Ambas filmam em 360 graus e têm a capacidade de filmar em movimento.

A aposta neste equipamento comprova a ideia de que Mark Zuckerberg vê o futuro do Facebook a passar pela partilha em 3D e em 360º.

Inteligência Artificial: da análise de dados simplificada à ascensão dos chatbots

A partir de agora, Facebook Insights irá facilitar o trabalho aos administradores de páginas que o utilizam para fins comerciais. Através da inteligência artificial (AI), o Insights vai passar a analisar as métricas da nossa página (que são necessárias para perceber o target, por exemplo, caso trabalhemos em marketing digital), enaltecendo mudanças importantes e evidenciando, também, a performance do nosso melhor conteúdo (isto é, aquele que resultou melhor na rede).

Para além disso, os chatbots terão mais força no Messenger. Não só passarão a estar presentes nas conversas de grupo – ajudando os utilizadores a executar tarefas, como actualizar o resultado de um jogo de futebol ou, por exemplo, comprar bilhetes de avião – como também passarão para o Workplace, a rede social para empresas.

O separador de bots passará a estar, com a nova actualização da app, num lugar de destaque no Messenger.

Outros pontos-chave

O Instagram vai poder ser utilizado, agora, em modo offline. Embora esta funcionalidade só esteja disponível para Android, os utilizadores conseguirão fazer likes e comentar publicações sem estarem ligados à rede, pelo que a app actualizará essa informação assim que estiver ligada à internet.

Outro dos pontos-chave é o Frame Studio, um espaço onde os utilizadores irão poder criar filtros personalizados para a câmara do Facebook. Sem necessitarem de escrever código, esta funcionalidade afigura-se boa para as marcas, que poderão personalizar o seu conteúdo e chegar aos seus utilizadores de forma mais personalizada.

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