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O poder dos micro-influenciadores nas redes sociais

Gestão de redes sociais | 25 Outubro 2017 | Miguel Menaia

Neste novo mundo de relações digitais, o word-of-mouth estende-se para além das recomendações feitas por amigos ou familiares, indo até Bloggers, Vloggers ou YouTubers. Estamos perante a era do influencer marketing (ou marketing de influência, em português) e, apesar do conceito já não ser novo, vários especialistas referem que estamos a atravessar uma nova fase nesta área. Uma fase onde os micro-influencers estão, também eles, a ganhar a sua relevância no mercado, junto das marcas e das empresas.

A premissa do micro-influencer marketing é a mesma, mas numa escala mais pequena e segmentada. Assim sendo, é provável que as marcas queiram trabalhar com estas pessoas (já que os seus seguidores interagem mais), em vez que fazer anúncios mais dispersos e dispendiosos.

Ao contrário das grandes celebridades que migraram gradualmente para o digital (como actores de cinema e apresentadores de televisão) ou de anónimos que se tornaram super estrelas nas suas redes sociais, os micro-influencers são pessoas como nós, mais autênticas e reais. Estima-se que um micro-influencer tenha entre 1000 a 20000 seguidores e que ofereça cinco vezes mais engagement nas suas páginas do que os grandes influencers.

Os micro-influencers – isto é, bloggers ou vloggers de nicho – providenciam por isso um Return On Investment (ROI) tão bom ou melhor quanto um influencer mais abrangente, na medida em que a sua audiência é altamente específica.

“Um estudo realizado pela Takumi com 500 mil perfis no Instagram identificou que influenciadores com até mil seguidores geram um engagement de até 9,7% – cinco vezes mais do que os influenciadores que possuem mais de 100 mil seguidores. Os micro-influenciadores também se envolvem 22,2 vezes mais em conversas sobre produtos do que o consumidor comum. E 82% dos consumidores declararam que consideram ‘altamente’ uma acção a partir da recomendação de um micro-influenciador”, pode ler-se neste post da revista Marketeer publicado em Junho deste ano.

Para além disso, este tipo de produtores de conteúdo encontra-se mais acessível a nível monetário para as marcas de pequena e média dimensão. Enquanto que um influencer conceituado pode pedir bastante dinheiro por um post, um micro-influencer tende a exigir menos dinheiro por publicação, uma vez que está a crescer a sua página em número de likes e ainda não faz ideia, certamente, da sua potencialidade enquanto gerador de conteúdo.

O certo é que, por terem normalmente audiências tão fiéis, os micro-influencers conseguem aparecer mais vezes nos feeds das redes sociais, sendo que os algoritmos do Instagram e do Facebook, por exemplo, dão primazia à relevância em detrimento do horário dos posts.

Em suma, quase todos os influencers pretendem ser mega-influencers do que micro-influencers, uma vez que têm muito a ganhar com isso (o establishment privilegia números grandes e pouco expressivos em vez de números pequenos mais mais expressivos). Todavia, a longo prazo, tanto as marcas como os influencers têm a ganhar mais se se mantiverem com uma audiência pequena, altamente interactiva e segmentada. 

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